Ciência indica maneiras de manter o cérebro sempre jovem

Tocar instrumento envolve diferentes partes do córtex responsáveis pela motricidade, audição e visão; ilha japonesa onde pessoas vivem mais de cem anos prioriza alimentação saudável.

Adquirir novos conhecimentos, fazer exercícios físicos e até tocar um instrumento musical são formas simples de manter a vitalidade do cérebro. Em teoria, é fácil manter o corpo em boas condições: basta seguir uma dieta saudável e fazer exercícios. Tais princípios básicos deveriam ajudar a manter o cérebro saudável também.

Mas pesquisas recentes revelam segredos sobre outras formas de manter esse importante órgão jovem – e por mais tempo. Sabe-se que é fundamental manter o cérebro trabalhando, mas vale esclarecer que ler um pouco ou fazer palavras cruzadas não são o bastante. A alimentação correta desempenha papel fundamental na juventude do cérebro. Um exemplo é a ilha japonesa de Okinawa, local onde há um número alto de pessoas que passaram dos cem anos, e as taxas de demência podem ser até 50% mais baixas do que nos países ocidentais. A base da alimentação na região, além de cereais integrais, são muitos legumes e leguminosas como a soja. Lá come-se bastante fruta, oleaginosas e sementes, e pelo menos três porções de peixe por semana.

cerebroAlguns cientistas acreditam que esse alimento desempenhe papel importante para toda a saúde: manter uma boa circulação sanguínea, o que faz com que o cérebro receba bastante oxigênio. Além da batata doce roxa, existem outros alimentos com essa cor púrpura e que têm o mesmo ingrediente “mágico”: as antocianinas, pigmentos vegetais com poder antioxidante que ajudam na prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e doenças neurodegenerativas. Todas as frutas e verduras frescas vão ajudar a manter a saúde, mas frutas roxas como a amora ou verduras roxas como a berinjela podem trazer ainda mais benefícios. Ainda falando de frutas, destaque para o abacate, que também pode reforçar significativamente a função cerebral. A ciência mostra que ele melhora o fornecimento de sangue e oxigênio para o cérebro e pode aumentar a capacidade de planejamento e de pensamento crítico. A fruta também contém altos níveis de ácidos graxos monossaturados, que protegem as células nervosas. Espinafre e folhas verde-escuras também são valiosos. O espinafre, por exemplo, diminui os problemas relacionados à idade, como déficits cognitivos. Seus altos níveis de ferro ajudam a restaurar a energia e melhorar a função de células vermelhas do sangue. Ômega 3.

Alguns especialistas afirmam que o ômega 3, um ácido graxo encontrado em algumas espécies de peixes, pode proteger as pessoas contra demência – pesquisas apontam que a deficiência de ômega 3 causa fadiga, memória fraca e alterações de humor. A dieta mediterrânea também inclui os peixes com ômega 3. A organização britânica especializada em pesquisa e tratamento do Alzheimer – a Alzheimer Society – recomenda uma dieta nesse estilo como uma das formas de reduzir o risco de demência.

Saiba mais

Atividades físicas. Uma pessoa pode criar mais células na área cerebral do hipocampo, que é importante para a memória, se exercitando. Caminhada. Cientistas descobriram que uma caminhada vigorosa durante uma hora, duas vezes pode semana, pode liberar substâncias que estimulam o crescimento de novos neurônios no hipocampo.

Esportes e música estimulam o córtex

Aprender algo novo pode até paralisar a deterioração do cérebro. O programa da BBC “How to Stay Young” (“Como Permanecer Jovem”, em tradução livre) reuniu um grupo de pessoas com mais de 60 anos para fazer aulas de tênis de mesa. O programa descobriu que em alguns deles o córtex cerebral ficou até maior. Ao começar um novo hobby que testava seus reflexos e a coordenação entre mãos e olhos, os cobaias conseguiram estimular o cérebro para criar novas conexões entre os neurônios. Tocar um instrumento musical também pode ser útil, já que a tarefa envolve diferentes partes do cérebro responsáveis pela coordenação motora fina, audição e visão. Pelo fato de tantas áreas diferentes trabalharem ao mesmo tempo, a parte do cérebro que conecta os dois hemisférios – o corpo caloso – também se exercita. Nunca é tarde para aprender a tocar um instrumento. Um estudo americano concluiu que aprender piano melhorou a memória e outras funções cognitivas de um grupo de pessoas idosas.

Aumento da memória já é testado em humanos

Do ponto de vista dos progressos da medicina, o futuro parece promissor em termos de tratamentos para o cérebro. Um exemplo é o experimento desenvolvido na universidade de Oxford, no Reino Unido. Lá, pesquisadores conseguiram melhorar a memória de ratos idosos injetando neles o sangue de ratos jovens. Essa pesquisa já está em fase de testes em humanos. Já cientistas da Força Aérea dos Estados Unidos afirmam que uma pequena carga elétrica aplicada no couro cabeludo parece fortalecer conexões entre os neurônios. E, também nos Estados Unidos, pesquisadores trabalham na criação de um implante que seria colocado no cérebro para ajudar as pessoas com demência a formar novas memórias. Atividades sociais estimulam o cérebro de uma forma parecida com a de atividades como ler e fazer palavras cruzadas. Do ponto de vista da socialização, assim como ser fisicamente ativo, atividades sociais ajudam a desenvolver conexões entre os neurônios em diferentes áreas do cérebro.

Com informação do iG Minas Gerais | Da Redação

Foto: STOCKXPERT/ARQUIVO

Foto2 – nadafragil.com.br

 

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