Bancários entram em greve a partir desta terça-feira; veja como pagar contas

Bancários de todo o país entram em greve nesta terça-feira (6), depois de rejeitar a proposta oferecida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Mesmo que os bancos fechem, o consumidor tem de pagar as contas em dia (veja orientações mais abaixo).

As reivindicações incluem reajuste salarial, reposição inflacionária de 5%, antecipação e reajuste na participação dos lucros, aumento do piso salarial, aumento do vale-alimentação, melhores condições de trabalho e plano de carreira. A greve será realizada em todo o território nacional.

Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito, Lourenço Prado, o movimento tem prazo indeterminado. “Os caixas vão continuar funcionando e os correspondentes bancários também funcionam normalmente”, afirma.

Proposta

De acordo com Prado, a proposta apresentada está abaixo da inflação do período, que é de 9,57%. O pedido da categoria é de pelo menos 5% de aumento real. “Nossa reivindicação é de pelo menos 15% de reajuste salarial. O que eles oferecem é 2,8% abaixo da inflação do período”, disse.

A proposta da Fenaban, rejeitada pela categoria, é de reajuste de 6,5% (para uma inflação de 9,57%) e abono de R$ 3 mil, que não incide sobre os salários, nem sobre o FGTS, as férias ou o décimo terceiro.

“Além disso, a proposta inclui participação os lucros e aumento no vale alimentação (que passará a R$ 523,48 mensais) e no vale refeição (que alcançará R$ 694,54 mensais). Estes e outros benefícios pagos aos bancários estão entre os mais altos do mercado”, afirma a Fenaban.

Consumidor tem de pagar contas

A greve dos bancos não tira do consumidor a obrigação de pagar as contas em dia, alerta a Proteste Associação de Consumidores. A entidade orienta os consumidores a utilizar meios alternativos para quitar seus compromissos.

As opções incluem caixas eletrônicos, internet banking, o aplicativo do banco no celular (mobile banking), operações bancárias por telefone e também pelos correspondentes, que são as casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.

Para evitar multas, o consumidor deve ficar atento aos prazos de vencimento das contas. Se o cliente não tiver acesso ou não souber usar as opções acima, a Proteste sugere entrar em contato com a empresa credora para negociar uma nova data do vencimento.

Aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) poderão retirar, como de costume, o dinheiro nos caixas eletrônicos. Já os aposentados e pensionistas que recebem pela Caixa Econômica Federal só poderão retirar o benefício nas casas lotéricas, diz a entidade.

Veja algumas opções de atendimento e serviços oferecidos:

  • Caixas eletrônicos:depósitos, pagamentos, saques, transferências, retiradas de talão de cheques, bloqueio/ desbloqueio de cartão, recarga de celulares, consulta de saldo/extrato, saques de benefícios sociais.
  • Internet banking e telefone:consultas, pagamentos, solicitação/desbloqueio de cheques, empréstimos entre outros.
  • Convênios com estabelecimentos comerciais:alguns bancos têm convênios com lotéricas (Caixa Econômica Federal), Correios (Banco do Brasil), supermercados Extra, Compre Bem, Pão de Açúcar e Barateiro (Banco do Brasil), e algumas lojas de departamento e drogarias, onde se pode pagar contas de consumo (água, telefone, energia elétrica, gás, etc.), entre outros serviços. O consumidor pode se dirigir a esses estabelecimentos e consultar quais os serviços disponibilizados no local.
  • Débitos automáticos:os débitos em conta corrente (débitos automáticos) são de responsabilidade exclusiva dos bancos, devendo ser efetuados regularmente, desde que haja saldo na conta.
  • Conta-salário:só recebe créditos da empresa ou fonte pagadora e não pode ser utilizada para débitos decorrentes da quitação de contas de consumo, títulos, boletos bancários, impostos e taxas. Segundo a Proteste, as pessoas não podem ser impedidas de ter acesso ao seu salário, que tem, por lei, caráter alimentar.
  • Cobranças pré-agendadas e não efetuadas:nesses casos, os consumidores têm direito a pedir ressarcimento por perdas e danos sofridos e comprovados. O banco tem que arcar com os prejuízos, de acordo com a entidade.

A Proteste lembra que o consumidor está amparado pelo Código de Defesa do Consumidor para responsabilizar o estabelecimento, caso seja penalizado com cobrança de multa e juros se não tiver, de forma alguma, como fazer o pagamento em consequência da greve.

Nesse caso, o cliente deve formalizar a reclamação por meio de uma carta ao banco, aos cuidados do gerente, relatando os fatos e pedindo as providências cabíveis. Além disso, acrescenta a entidade, o consumidor poderá registrar uma queixa no Banco Central e procurar os órgãos de defesa do consumidor.

Do UOL, em São Paulo (Com Agência Brasil)

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