ARCEBISPOS CONVOCAM CATÓLICOS PARA GREVE GERAL

Comitê das Igrejas de diferentes estados convoca a população para a greve geral organizada pelas centrais sindicais e movimentos sociais para o dia 28 de abril em todo o País; “A Igreja se posiciona firme e profeticamente contra as reformas que vão contra o nosso povo”, diz mensagem veiculada pelo comitê de BH; o texto destaca ainda que as reformas da Previdência e Trabalhista, além da Lei da Terceirização, já aprovada, “desmontam direito sociais conquistados com muita luta pelo povo brasileiro”, mas que “infelizmente, a maioria dos nossos governantes não escuta e não enxerga a realidade do nosso povo”; “É preciso reagir”, convocam ainda os arcebispos; o folheto também traz uma foto do papa, que na última semana recusou convite para visitar o Brasil de Temer.

247 – Arcebispos em diversos estados têm convocado os brasileiros para a greve geral do dia 28 de abril. O movimento é organizado por centrais sindicais e movimentos sociais em todo o País em protesto contra as reformas impostas pelo governo Temer, que retiram direitos dos trabalhadores, especialmente os mais pobres.

Uma publicação do Comitê das Igrejas de Belo Horizonte convoca a população para a paralisação. “A Igreja se posiciona firme e profeticamente contra as reformas que vão contra o nosso povo”, diz o título da mensagem.

O texto destaca ainda que as reformas da Previdência e Trabalhista, além da Lei da Terceirização, já aprovada, “desmontam direito sociais conquistados com muita luta pelo povo brasileiro”, mas que “infelizmente, a maioria dos nossos governantes não escuta e não enxerga a realidade do nosso povo, e sem qualquer diálogo com a sociedade impõe um conjunto de mudanças que afetarão a todos, especialmente os mais pobres”.

“É preciso reagir”, convocam ainda. Os arcebispos da Paraíba e de Maringá (PR) também aderiram à greve. O folheto de BH traz uma imagem do papa Francisco, com a mensagem: “Nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos”.

Nessa semana, o papa negou, por meio de carta a Temer, um convite do governo brasileiro para visitar o País, e cobrou o presidente para evitar medidas que agravem a situação da população carente. “Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao Papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo”, disse.

Francisco acrescentou que não pode, porém, “deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres”. O papa também lembrou a Temer que não se pode “confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado”.

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