Próxima greve geral durará 2 dias e mega-protesto será feito em Brasília contra a reforma da Previdência

As principais centrais sindicais do país estudam um formato de greve geral de dois dias, não mais de um como realizado no último dia 28 e em 15 de março e uma espécie de “invasão de trabalhadores” à capital federal como forma de pressionar governo e parlamentares a não votarem a reforma da Previdência.

As propostas foram antecipadas nesta segunda (1º) no evento pelo Dia do Trabalho da Força Sindical, na zona norte de São Paulo, e reforçadas no ato da CUT, na avenida Paulista (centro), e pelo presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah. As centrais são as três maiores do país. Outras três associações de sindicatos também aderiram às propostas.

Os representantes das centrais sindicais afirmaram que farão uma reunião conjunta no próximo dia 4 para definir os próximos passos do movimento contra as reformas. O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirmou que as entidades irão discutir se será feita uma “marcha dos 100 mil” até Brasília, uma nova greve ou as duas opções.

Um dos fundadores da Força, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, afirmou que a ideia é pressionar o governo e a base parlamentar do presidente Michel Temer (PMDB), da qual o próprio Paulinho é integrante, para mudar pontos da reforma considerados prejudiciais aos trabalhadores. Na greve da última sexta, trabalhadores de todas as centrais aderiram ao dia de paralisação nacional.

“Estamos conversando nesta semana sobre essa reunião de todas as centrais no próximo dia 8, data que acho muito longe. O que mais tem consenso entre nós é uma convocação dos trabalhadores para uma ida a Brasília, em uma espécie de invasão, próximo à votação da reforma da Previdência. Outra proposta que está sendo defendida é sobre detém dois dias, e não um, de greve geral”, afirmou o deputado, que completou: “Tenho dúvidas sobre essa greve de dois dias, mas espero que o governo negocie e que a gente possa resolver isso sem barulho”, definiu.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda (1º) revela que sete em cada dez brasileiros se afirmam contrários à reforma da Previdência de modo que a rejeição chega a 83% entre os funcionários públicos. O segmento representa 6% da amostra e figura entre os grupos mais ameaçados pelas mudanças nas regras para aposentadorias e pensões.

Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta segunda, Temer afirmou que a reforma trabalhista aprovada na Câmara dos Deputados aumentará o número de empregos. “Estamos fazendo a modernização das leis trabalhistas e você terá inúmeras vantagens: primeiro, vamos criar mais empregos; segundo, todos os seus direitos trabalhistas estão assegurados”, disse Temer.

Segundo Paulinho da Força, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), teria sinalizado uma “disposição de negociação” por parte do governo. “Espero que a partir de amanhã haja essa disposição”, definiu.

Fonte: Plantão Brasil

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