Nuplam busca credenciamento para atuação internacional

Por Marina Gadelha – ASCOM – Reitoria/UFRN

Representantes do Núcleo de Pesquisa em Alimentos e Medicamentos (Nuplam), unidade suplementar da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), participaram no último dia 1º de reunião na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Brasília, com vistas ao credenciamento junto à Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma nova etapa do processo acontecerá em agosto, quando os laboratórios públicos irão apresentar seus portfólios e demonstrar condições para o credenciamento que permite o atendimento de demandas internacionais para a produção de medicamentos.

De acordo com o diretor do Nuplam, professor Carlos José de Lima, o credenciamento eleva a importância do laboratório e contribui para atingir a missão de produzir medicamentos visando à promoção da saúde pública. Atualmente, o Nuplam produz comprimidos de Olanzapina, substância utilizada no tratamento da esquizofrenia, por meio da política de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), estimulada pelo Ministério da Saúde (MS), com transferência de tecnologia da empresa EMS. Mais de 18 milhões de comprimidos já foram produzidos desde dezembro de 2016 e distribuídos às secretarias de Saúde de 15 estados brasileiros.

Em 2018 a unidade poderá receber demandas do MS para o medicamento Donepezila, utilizado no tratamento da doença de Alzheimer, a partir de uma nova PDP para internalizar a tecnologia de produção. No momento, o Termo de Compromisso já foi assinado com o ministério. Outros projetos para produção de medicamentos que constam na lista de prioridades do MS serão apresentados para ampliar o leque do laboratório, que neste segundo semestre irá inaugurar a fábrica de sólidos orais multi propósito, com capacidade para produzir até cinco medicamentos em etapas produtivas sucessivas, em um total de até 200 milhões de unidades farmacêuticas por ano.

Segundo Carlos José de Lima, a fabricação poderá ser distribuída por períodos, a partir da demanda de cada medicamento e com paradas para processos de limpeza, permitindo que não haja ociosidade na planta fabril. Também está em curso o projeto de reativação da fábrica de líquidos, onde possivelmente será implantada uma linha de produção de colírios utilizados no tratamento de glaucoma.

Fotos: Cícero Oliveira

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