Desemprego aumenta e atinge 12,7 milhões de pessoas, aponta IBGE

Embora o quadro tenha permanecido igual, o IBGE apurou que, em relação ao trimestre outubro – dezembro de 2017, a nova marca de 12,2% é, na verdade, de aumento, já que no final do ano passado o registro foi de 11,8%

Ao menos 12,7 milhões de pessoas estão em situação de desemprego , segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) divulgada nesta quarta-feira (28). O índice apurado entre os meses de novembro de 2017 e janeiro de 2018 é de estabilidade frente à porcentagem de 12,2% também registrada no trimestre encerrado em agosto.

Embora o quadro tenha permanecido igual, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apurou que, em relação ao trimestre outubro – dezembro de 2017, a nova marca de 12,2% é, na verdade, de aumento, uma vez que no final do ano passado o registro foi de 11,8% na taxa de desemprego . Vale destacar que, atualmente, o contingente da força de trabalho, composta por pessoas ocupadas e desocupadas, é de 104,4 milhões de pessoas.

População empregada

O número de 91,7 milhões de pessoas empregadas ficou estável frente ao trimestre anterior, enquanto que, no comparativo com o igual período do ano anterior (novembro de 2016 – janeiro de 2017), a variação foi de crescimento de 2,1%, o que significa 1,8 milhão de pessoas a mais no mercado de trabalho. Com isso, o País conta com um nível de ocupação em 54,2%.

A estabilidade também marcou o resultado de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, que se manteve em 33,3 milhões de pessoas. No confronto com o trimestre novembro de 2016 a janeiro de 2017, houve retração de 1,7%, ou seja, em um ano, pelo menos 562 mil pessoas deixaram de ter a carteira assinada.

Em consequência disso, o nível de empregados sem carteira de trabalho assinada aumentou na comparação anual em 5,6% chegando à marca de 11 milhões, o mesmo aconteceu com a categoria de trabalhadores por conta própria, atualmente em 23,2 milhões de pessoas, que subiu 4,4% em relação ao ano anterior. Ambos os indicadores apresentaram estabilidade na comparação trimestral.

Um grupo que apresentou retração entre os trimestres foi o de empregados no setor público, que inclui servidores estatutários e militares, o segmento obteve a retração de 1,9%, chegando à marca de 11,3 milhões de pessoas.

Em relação ao rendimento médio real habitual sofreu tímidas variações, já que no trimestre encerrado em janeiro de 2018 ficou em R$ 2.169, apenas R$ 20 a mais do que o valor do indicador passado. No trimestre do ano anterior a marca foi de R$ 2.135.

Panorama sobre 2017

Como mencionado, o trimestre encerrado em dezembro de 2017 apresentou o índice de desemprego em 11,8%, a menor marca registrada no ano. No entanto, a média anual da pesquisa fechou em 12,7%, que é a maior taxa da série histórica, iniciada em 2012.

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Foto – ELSON ANTOINE/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte: Economia

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