Secretaria retira barracos de pessoas que moram sob viaduto do Baldo em Natal

Por Anna Alyne Cunha, Inter TV Cabugi


Onze famílias foram retiradas do Viaduto do Baldo na manhã desta quinta-feira (11) — Foto: Anna Alyne Cunha / Intertv Cabugi

Onze famílias foram retiradas do Viaduto do Baldo na manhã desta quinta-feira (11) — Foto: Anna Alyne Cunha / Intertv Cabugi

Famílias que vivem sob o viaduto do Baldo, no centro de Natal, foram tiradas do local na manhã desta quinta-feira (11) por equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb). Segundo os moradores, entre 30 e 40 pessoas moravam no local e tiveram os barracos desmontados

João Maria Duarte, de 47 anos, é cadeirante e disse que vivia há 14 anos em um dos barracos no local. Ele contou que foi acordado por funcionários da prefeitura que o arrastaram pela camisa.

João Maria Duarte, de 47 anos, é cadeirante e morava no Viaduto do Baldo há 14 anos — Foto: Anna Alyne Cunha / Intertv Cabugi

João Maria Duarte, de 47 anos, é cadeirante e morava no Viaduto do Baldo há 14 anos — Foto: Anna Alyne Cunha / Intertv Cabugi

“Me tiraram pela camisa. Eles diziam assim: ‘acabou o horário da dormida. Tem que sair, tem que sair’”, relatou. Ele afirmou que só conseguiu segurar uma pasta com documentos e contou que a cadeira de rodas já estava no caminhão de lixo, mas outra moradora conseguiu pegar.

Ana Maria da Cunha, de 41 anos, disse que perdeu colchão, lençóis e até medicamentos — Foto: Anna Alyne Cunha / Intertv Cabugi

Ana Maria da Cunha, de 41 anos, disse que perdeu colchão, lençóis e até medicamentos — Foto: Anna Alyne Cunha / Intertv Cabugi

“Eu ganho o aluguel social, mas lá não tem colchão, não tem fogão, não tem bujão, por isso que nós descemos para cá, para comer”, explicou a moradora, que disse que passa os dias no local. Uma equipe de voluntários leva comida e roupas para as famílias no local.

O diretor de fiscalização da Semurb, Luiz Gutembert disse que o trabalho já estava previsto pra acontecer nesta quinta-feira (11). Ele explicou que um relatório ambiental foi realizado na última semana e constatou que o canal do baldo está sendo degradado pela presença das famílias no local.

Ele ainda afirmou as famílias foram retiradas porque já estão cadastradas pela Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas) para receberem o aluguel social. Porém, de acordo com os moradores nem todas as pessoas são cadastradas, e das 11 família registradas na prefeitura, apenas oito delas recebem aluguel social.

Em nota, a Semtas informou que fez um diagnóstico para identificar as famílias em situação de rua e disse ainda que elas foram encaminhadas para receber o aluguel social. A verba é um recurso federal destinado para o enfrentamento e a amenização dos impactos de calamidade pública decorrente da pandemia da Covid-19.

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